Dieta ou Restrição Alimentar? Entenda como escolher a melhor estratégia para você
É muito comum ouvirmos a palavra “dieta” e imediatamente pensarmos em privação ou em uma lista de alimentos proibidos. No entanto, existe uma confusão comum entre o que é um hábito alimentar e o que são estratégias de restrição.
Se você já tentou seguir a mesma dieta que uma amiga e não obteve os mesmos resultados, saiba que isso não significa que a dieta “não funciona” ou que o erro está em você. A resposta está na individualidade biológica.
Dieta vs. Ferramenta Nutricional
A palavra “dieta”, em sua origem, refere-se simplesmente ao conjunto de alimentos e bebidas que uma pessoa consome habitualmente. Já os nomes famosos que conhecemos como Low Carb, Cetogênica, Jejum Intermitente, Dieta DASH, Mediterrânea ou Carnívora são, na verdade, ferramentas nutricionais.
Cada uma dessas estratégias possui um conjunto de regras e objetivos diferentes:
- Ideológicas: Como o vegetarianismo e o veganismo, baseados em ética e sustentabilidade.
- Metabólicas: Como a cetogênica ou o jejum intermitente, que visam alterar a via energética do corpo.
- Clínicas: Como a dieta DASH (para hipertensão) ou a dieta do Mediterrâneo (saúde cardiovascular e longevidade).
Por que não existe uma “Dieta Universal”?
A ciência da nutrição é complexa porque o ser humano é complexo. O que determina se uma estratégia será eficaz para você não é o nome da moda, mas sim o seu contexto único:
- Contexto Metabólico: Como seu corpo reage à insulina, o estado da sua microbiota intestinal e seu equilíbrio hormonal atual.
- Estilo de Vida: Sua rotina de trabalho, nível de estresse, qualidade do sono e o tipo de atividade física que pratica.
- Preferências Pessoais: Uma dieta só funciona se você conseguir mantê-la a longo prazo. A adesão é o fator número um para o sucesso de qualquer planejamento.
O Papel das Estratégias como Ferramentas
Não podemos classificar uma dieta como “boa” ou “ruim” de forma isolada. Como profissionais de saúde, enxergamos essas abordagens como ferramentas em uma maleta de opções, onde cada uma tem sua indicação:
- Para um paciente com resistência à insulina ou síndrome metabólica, uma abordagem Low Carb pode ser o ponto de virada.
- Para quem busca prevenir doenças degenerativas e proteger o coração, a Mediterrânea é considerada o padrão-ouro.
- Para quem sofre com distúrbios digestivos ou inflamações específicas, uma dieta de exclusão (como a de FODMAPs) pode ser a chave para o alívio.
Conclusão: A Parceria entre Profissional e Paciente
O julgamento não cabe na nutrição. O papel do profissional de saúde é analisar o cenário completo, como exames, rotina e histórico, e para decidir, em conjunto com o paciente, qual ferramenta será utilizada naquele momento da vida.
A “melhor dieta” é aquela que respeita sua fisiologia, atende seus objetivos e, acima de tudo, pode ser integrada à sua rotina com prazer, equilíbrio e saúde.Você está em dúvida sobre qual dessas estratégias melhor se adapta ao seu momento atual?
Vamos avaliar seu metabolismo juntos e encontrar o caminho mais sustentável para os seus objetivos.
Isis Cavalcanti – Nutricionista